quarta-feira, 29 de setembro de 2010

OS PRIMEIROS IMIGRANTES


Os primeiros imigrantes foram os Millman e Miguel Galanternick.

Sobre a família Millman, consta que o primeiro a chegar foi Salomão, nascido em 24 de dezembro de 1888, que veio da Rússia, passando antes pelas colônias agrícolas da Argentina, onde se casou com Clara. Em seguida, mudou-se para Pelotas e mandou buscar seus pais Aran e Sarah, além de seus irmãos: Inês, Marcos e Ada. Ele constituiu-se numa liderança importante junto ao Centro Israelita Pelotense.


Nos primeiros tempos, vendeu a crédito e depois estabeleceu uma fábrica e loja de roupas masculinas denominada “A Casa Londres”. Embora não tenha conseguido precisar o ano em que Salomão Millman chegou, estima-se que tenha sido entre 1907 e 1910.



Sobre Miguel Galanternick os dados são mais precisos, até porque a história de sua vida se encontra emaranhada na história da comunidade judaica de Pelotas.

(Jornalista gaúcho - 3ª geração)

 

Miguel Galanternick era filho de Jayme e Maria Galanternick. Nasceu na Ucrânia (que fazia parte do Império Russo), em 1881. Serviu ao exército militar na Romênia e foi daí que resolveu embarcar para Buenos Aires, Argentina, com 23 anos de idade. Na Argentina, permaneceu por três anos, até que recebeu um chamado de Abrahão Steinbruch, chefe religioso de Philippson, que era primo de seu pai, Maier Galanternick, para que fosse até a colônia conhecer sua filha Frida. Casaram-se em Philippson e logo foram morar em Porto Alegre. Na cidade, associou-se a Salomão Levy e David Chazan, que possuíam uma loja de tecidos, denominada “A Moda Inglesa”.

 



Em 1911 chegou a Pelotas e fundou uma filial da firma, sendo esta inteiramente sua. A loja funcionava à rua General Osósio, número 663. Fabricava e vendia móveis, além de trabalhar com tecidos.



Vários anúncios aparecem em jornais diários da cidade.



Seus dois primeiros filhos, Luísa e Benjamin, nasceram em Philippson, já que era comum as mulheres voltarem à colônia para dar à luz. As quatro restantes: Cecília, Sofia, Anita e Aida nasceram em Pelotas. Nenhum deles foi comerciante como Miguel. Na perspectiva de estimular a ascensão social, objetivo de todo imigrante, cinco de seus filhos completaram o ensino superior, sendo que apenas uma, Cecília, concluiu apenas os cursos comercial e de piano. Já Sofia fez o primeiro vestibular para a Faculdade de Direito de Pelotas, sendo promotora pública do estado.



Miguel já estabelecido, mandou buscar todos os seus familiares da Rússia e também suas irmãs e cunhados que moravam nos Estados Unidos, de foma que todos os Galanternick estivessem reunidos.



Ele foi pioneiro em Pelotas. Organizou uma das sociedades israelitas que existiram na cidade, já que durante a década de 20 até 1933, dois grupos aqui estavam representados; comprou o terreno onde hoje fica o Cemitério Judaico, além de fundar uma Cooperativa de Crédito, que auxiliava alguns imigrantes judeus que chegavam à cidade, sendo também uma liderança importante dentro da Maçonaria.



Sobre o cemitério, Aida, sua filha, em entrevista concedida ao Instituto Cultural Judaico Marc Chagall, disse que a primeira pessoa que lá se enterrou, foi justamente a irmã solteira do seu pai, Ida Galanternick, que faleceu no dia 11 de novembro de 1922. E como para os judeus não se podia deixar uma pessoa sozinha no cemitério, sua avó Maria Galanternick, que era extremamente frágil, passava dias próximas ao corpo, até que enterraram a segunda pessoa, que foi sua mãe. As informações que constam nas lápides dos túmulos revelam, no entanto, que após cinco meses da morte de Ida, faleceu Rachel Skenazi.


Além de fortalecer a comunidade judaica, que chegou a contar com mais de cem famílias, ou pelo menos parte dela, Galanternick integrou-se em manifestações políticas, artísticas, culturais, esportivas dentro da sociedade mais ampla.


Na década de 40, Miguel passou a morar em Porto Alegre, pois sua esposa havia  falecido ainda em 1924, com trinta e cinco anos de idade e duas de suas filhas tinham ido para a capital estudar.



No dia 5 de agosto de 1967, morreu em Porto Alegre, alguns dias antes de completar 86 anos de idade.













A ORGANIZAÇÃO DA COMUNIDADE JUDAICA PELOTENSE


A cidade era administrada pelo intendente Dr. Pedro Luís Osório (1920-1924), médico, pecuarista e escritor, vinculado ao PRR (Partido Republicano Rio-Grandense), neste momento o partido político que dominava o Rio Grande do Sul.

 



A ORGANIZAÇÃO DA COMUNIDADE


A grande maioria dos imigrantes judeus de Pelotas chegou entre os anos de 1921 e 1930.



É importante frisar que entre 1930 e 1935, essa imigração não foi insignificante, no entanto, cessou quase por completo depois da última data, sobretudo em função das medidas restritivas adotadas através de circulares secretas pelo Estado Novo, com relação a entrada de elementos semíticos.


Em Pelotas chegaram principalmente russos e poloneses e, na maior parte dos casos, haviam passado pelas colônias de Philippson ou Quatro Irmãos (RS), quando não tinham estado anteriormente nas colônias argentinas da JCA (Jewish Colonization Association).



Os nomes de família Soibelman, Stifelman, Steinbruch, Nudelman, Druck, Averbuch, Copstein, Treiguer, Axelrud, Procianoy, Rosenberg e Galanternick, que haviam estado em Philippson (município de Santa Maria), fizeram parte da comunidade judaica de Pelotas, assim como os Lokschin, Chaper, Millman, Ocstein, Pechansky, Pustilnik, Pilowinick e Chwartzmann, da colônia de Quatro Irmãos (município de Passo Fundo).


Minha dentista, em 1979, era da família Chaper. Seu marido, Dr. Salomon, era engenheiro civil e trabalhou com o meu pai em Charqueadas (RS), na construção da Aços Finos Piratini. Minha mãe teve uma colega de escola, da família  Chwartzmann.
À medida em que os anos vão passando, a trajetória dos imigrantes também alterou-se, isto porque a partir de 1926/27, quando da fundação dos núcleos de Barão Hirsh e Baronesa Clara, o Rio Grande do Sul praticamente não recebeu mais colonos judeus e também porque a comunidade judaica em Pelotas se encontrava bastante organizada, tendo condições de acolher novos imigrantes, que na maior parte das vezes, vinham com imensas dificuldades financeiras. Sendo assim, um número significativo chegava com destino ao porto de Rio de Janeiro e deslocava-se para Pelotas. Sobre os motivos que os levaram a vir para cá, citavam a existência de parentes, amigos ou até convites para aqui atuar. Na década de 20, a imprensa registra a existência de duas organizações judaicas na cidade: a Sociedade Israelita Pelotense e o Centro Israelita Pelotense. Ambas localizavam-se extremamente próximas, a primeira à rua Félix da Cunha, 751 e a segunda na mesma rua, número 820.



As duas associações mostravam-se bastante atuantes. A Sociedade Israelita Pelotense possuía uma biblioteca e um grupo organizado através da Juventude Israelita. Em 1928 fundam também um Centro Sionista, denominado “Filhos de Israel”. O Centro Israelita Pelotense, por seu turno, foi responsável pela construção de uma sinagoga, de uma escola, cujo nome era Colégio Israelita Dr. Raffalowitch e da Biblioteca Coletiva Israelita Pelotense.



O Colégio Israelita Pelotense, fundado em 1928, ensinava hebraico, iídiche e religião e a cada final de período realizava apresentações teatrais. O aprendizado do iídiche era considerado fundamental por uma comunidade composta basicamente de “ashkenazim”.

JUDEUS EM MINHA TERRA NATAL: PELOTAS (RS)


Pelotas tinha sua economia baseada na pecuária e na indústria do charque, e viveu seu momento mais próspero ainda no século XIX, mais precisamente nos últimos trinta anos do segundo Império. Neste período, constituiu-se como o mais importante centro produtor e comercial charqueador de toda a Província.


Esse desenvolvimento econômico fez com que a cidade crescesse e se modernizasse e que houvesse uma explosão do ponto de vista populacional e sócio-cultural.


No entanto, durante a República Velha (1890 – 1930) a economia gaúcha começou a desenvolver a policultura, dando ênfase ao mercado local. Esta reorientação afetou sobretudo a região da Campanha, onde Pelotas está situada, ao mesmo tempo em que privilegiou a região serrana, que praticava uma agricultura diversificada e a suinocultura, através do trabalho do imigrante.

A indústria saladeiril começou a declinar em função da Revolução Federalista (1893) a nível regional, quando o castilhismo adotou a postura de uma crescente diversificação na economia e também tendo em vista o advento da 1º Guerra Mundial, que provocou a necessidade de fornecimento de grande quantidade de carne, impulsionando a entrada de frigoríficos estrangeiros no Brasil.



Esta situação se agrava ainda mais, uma vez que as charqueadas operavam “com velhos processos, tecnologia arcaica, produzindo um artigo de alto custo de produção, mas de baixo valor de troca, num mercado altamente competitivo”. Ao invés de modernizarem-se, os charqueadores buscavam a tutela do Estado para resolver problemas que se colocavam principalmente no âmbito da comercialização do produto final.

A saída encontrada pelo governo para a crise na pecuária foi o desenvolvimento do setor agrário. Em Pelotas, plantou-se arroz e cultivaram-se frutas, sobretudo o pêssego. Deu-se incremento à indústria de conservas e produtos alimentícios.

É nessa conjuntura, na qual a cidade perdia gradativamente sua importância no cenário estadual, embora conservasse conceitos de riqueza e refinamento, que chegaram os primeiros imigrantes judeus.




terça-feira, 28 de setembro de 2010

O ADVENTO DOS MACABEUS

Com a morte do grande Alexandre Magno os territórios da Ásia Menor e da África foram repartidos entre dois dos seus generais. O Egito e a Judéia ficaram em poder de Ptolomeu; e a Síria, Ásia Menor e a Babilônia corresponderam a Seleuco.


Ptolomeu tratou com respeito os povos que a ele estavam submetidos, concedendo-lhes direitos iguais aos dos gregos. Também os seus sucessores assim procederam, exceção feita a Ptolomeu IV Philopator, que pretendeu vingar-se de choque nervoso que o acometera quando tentou forçar a entrada no Sanctum Sanctorum do Templo.


Antíoco IV Epifânio, não levando em conta a tradição de liberdade no culto, introduziu costumes pagãos em Jerusalém e saqueou o Templo. Entrou na Judéia à frente de um poderoso exército, massacrou m ilhares dos seus habitantes, profanou o templo e tornou ilegais as cerimônias sagradas da lei judaica.


A centelha da rebelião foi acesa em Modin, nas montanhas confinando com Jerusalém. Iniciou-a o velho sacerdote Matatias, da família dos asmoneus, pai de cinco filhos, cuja bravura os impõe à citação: Joana, Simão, Judá, Eleazar e Jonatã. Um pugilo de judeus audazes os acompanhou.



Dado o pequeno número de combatentes e a escassez de armas, os rebelados optaram pelo sistema de guerrilhas.



Ocultos nas montanhas, atacavam nas ocasiões propícias. Irrompiam nas cidades e aldeias atacando de surpresa as guarnições sírias. Matavam judeus renegados. Auxiliados pelos pietistas (não confundir com petistas) ou fariseus (homens de classes humildes) destroçavam, pelo caminho, pequenas legiões gregas.


Morto o ancião Matatias, assumiu a liderança o heróico Judá, cognominado “o Macabeu” (que significa martelo). Espírito de guerreiro, passou à luta aberta contra os inimigos. Quando Apolônio, governador sírio da Palestina, à frente de um poderoso exército, atacou os sublevados, Judá foi ao seu encontro, infligindo-lhe fragorosa derrota . Apolônio sucumbiu na batalha.



[...] Informado Antíoco sobre a rebelião, mandou para a Judéia um formidável exército, levando ordens para destruir Jerusalém, exterminar seus habitantes e povoar o país “com gente de outra origem”. Judá selecionou seis mil bravos guerreiros, venceu a batalha, retirando-se uma parte dos vencidos para a Síria.

As vitórias abriram o caminho para Jerusalém. Restauradas as relíquias sagradas do Templo, deu-se início à cerimônia da inauguração ou Chanucá. Oito dias durou a festa.


Conta a lenda que Judá e seus companheiros encontraram um recipiente contendo azeite suficiente para iluminar o candelabro durante apenas uma noite, mas que, como por milagre, o óleo perdurou as oito noites dos festejos. ATÉ HOJE ESSA FESTA DE OITO DIAS É REMEMORADA PELOS JUDEUS DO MUNDO INTEIRO - É A SEMANA DE CHANUCÁ.



Bibliografia
JUDEUS DE BOMBACHA E CHIMARRÃO

Jacques Schweidson

Editora José Olympio – Porto Alegre

DIÁSPORA


Com o desmembramento do império romano em duas partes, a Palestina  passou ao domínio de Bizâncio. O clero cristão, fortalecido pelo poder, passou a hostilizar os judeus. Proibiu-se-lhes  ocupar cargos públicos, a entrada em Jerusalém e a construção de sinagogas. Tudo dentro dos novos regulamentos do Imperador Justiniano.


Perdurou essa situação até a invasão dos povos árabes, já professando a nova religião instituída por Maomé. Fanatizados pela crença e levados pelo seu élan guerreiro, propuseram-se os árabes à conquista do mundo. Sem duras dificuldades  submeteram a Síria, Palestina, Pérsia e Egito. Omar, seu segundo califa, na posse de Jerusalém, determinou a construção  de uma mesquita no local anteriormente ocupado pelo Templo de Salomão.A violência antijudaica foi crescendo na proporção  do crescimento do catolicismo. O código Teodosiano, promulgado em 438, teve a mais nefasta influência. Estipulava nada menos que a proibição de os cristãos casarem com judeus, impedindo a estes de terem escravos cristãos, construir sinagogas, além de outras restrições.

Ressalvando alguns períodos de violências, justa é a constatação de terem sido os árabes mais tolerantes para com os judeus do que os cristãos, chegando mesmo a uma perfeita e fraterna convivência.



Na Espanha, em 1613, o rei Sisebuto foi mais opressivo: exigiu que todos  os judeus aceitassem o batismo. O mesmo se deu na França em 629 : ou a  conversão ao catolicismo ou a expulsão do país. Ao lado das conversões forçadas  - inúteis no fundo, pois os conversos, em segredo, continuavam judeus - persistia na Europa a severa proibição visigótica de se dedicarem à agricultura. Medida também   contraprocedente, porque proib idos de se dedicarem à sua tradicional atividade, os judeus se lançaram no comércio, profissão na qual alcançaram proeminência universal. Um destaque que não os livrou de maldosa inveja.

Na Espanha, as tecelagens de seda, o tingimento de tecidos, os pesados gobelins bordados, os trabalhos em ouro e prata, a fabricação de objetos de vidro, tudo isso era produzido pelos judeus.
Quanto ao comércio, especialmente o de intercâmbio internacional, teve nas suas mãos um desenvolvimento notável.


 
Em síntese, ao falar dos judeus na Europa da Idade Média, sua situação foi insconstante. Primeiro recebiam convite estimulantes  para se fixarem em lugares carentes de prosperidade; atingida esta, uma simples cobiça de enriquecimento rápido os despojava de suas riquezas e não raro dos seus direitos à cidadania.

IMIGRAÇÃO JUDAICA NO RIO GRANDE DO SUL

A principal causa das imigrações açoriana, alemã e italiana para o Rio Grande do Sul foi a oportunidade de fugir de uma situação econômica difícil, e de reiniciar a vida em um local onde fosse possível sobreviver com dignidade. Nesse quadro a terra - escassa na Europa - se apresentou como um fator de atração. Aqui havia terra mais do que suficiente para todos. Mas um grupo de imigrantes teve uma outra motivação, além da miséria e falta de terras, para vir para cá. Foram os judeus, que fugiram da discriminação existente em seus países de origem, e buscavam a oportunidade de viver em paz.


A imigração judaica pode ser dividida em duas correntes: uma rural, a outra urbana. A corrente rural foi composta por imigrantes que vieram para se instalar em lotes coloniais. A urbana, posterior, foi formada por aqueles que vieram diretamente para as cidades, em especial para Porto Alegre, principalmente nas décadas de vinte a quarenta deste século, e que tornaram o Bom Fim o bairro judeu por excelência.


A história da imigração rural começou graças à iniciativa de um homem, o Barão Maurício de Hirsch, francês de origem judaica que era banqueiro em Bruxelas. Preocupado com a situação dos judeus russos - que eram altamente discriminados e sujeitos a perseguições periódicas - Hirsch resolveu criar, em 1891, uma organização para a instalação de colônias agrícolas em diversos países, para as quais pudessem emigrar os judeus oprimidos da Europa. Assim, fundou a Jewish Colonization Association (conhecida como JCA ou ICA), que criou colônias agrícolas tanto na Argentina como no Brasil.



Com esse objetivo foi adquirida, em 1903, uma área de 5.767 hectares em Santa Maria, para estabelecer a primeira colônia brasileira. Essa colônia recebeu o nome de Philippson, em homenagem a Franz Philippson, vice-diretor da ICA e presidente da Compagnie Auxiliaire de Chemins de Fer au Brésil, que atuava no Rio Grande. Ali, a partir de 1904, começaram a chegar os primeiros imigrantes, vindos da Bessarábia - região russa entre os rios Pruth e Dniester, banhada pelo mar Negro. Mais tarde, vieram outros também da Rússia, da Argentina e dos Estados Unidos.



Na nova terra, os imigrantes receberam lotes de 25 a 30 hectares, com uma residência, instrumentos agrícolas, duas juntas de bois, duas vacas, carroça, cavalo e sementes, a um preço de cerca de cinco contos de réis, a serem pagos em prazos de 10 a 15 anos.


Pouco mais tarde, em 1909, a ICA adquiriu a fazenda Quatro Irmãos, de mais de 93 mil hectares, que ficava no então município de Passo Fundo (atualmente em Erechim e Getúlio Vargas). Parte da fazenda foi dividida em lotes de 50 hectares que, em condições semelhantes às de Philippson, foram entregues aos colonos vindos da Argentina, Bessarábia e outras áreas. Com a vinda de novas levas de imigrantes, foram criados outros núcleos de colonização, na região de Quatro Irmãos: Barão Hirsch (1926), Baronesa Clara (1927) e, mais tarde, Rio Padre e Pampa.

No entanto, a enorme maioria dos colonos não permaneceu nesses lugares, mudando-se mais tarde para cidades próximas (Santa Maria, Erechim e Passo Fundo) ou para Porto Alegre. Para isto, contribuíram dois fatores. O primeiro foi a Revolução de 1923. Após o seu término, grupos de revolucionários e de tropas governamentais ficaram vagando pelo estado, ameaçando e assaltando a população. Um desses grupos, em 1925, invadiu a vila de Quatro Irmãos, saqueando casas e agredindo colonos. Um deles chegou a ser assassinado. Esses fatos assustaram os colonos, que decidiram buscar maior segurança nas cidades.



Outro fato, de ordem inteiramente diversa, foi a preocupação que os imigrantes tinham com a educação dos filhos. Como nas colônias só havia ensino primário, tinham que enviar seus filhos para estudar nas cidades. Isto, para muitos, criava um problema: era difícil sustentá-los, tendo que pagar pensões para que morassem, roupas, estudo, etc. Assim, terminaram optando por irem, eles também, morar em cidades.


BIBLIOGRAFIA
http://www.riogrande.com.br/

A PROVA DE DEUS



Conhecido  por desprezar e zombar da religião, Frederico o Grande tentava  constranger seu capelão, e o desafiou: "apresente-me de forma bem curta, em três palavras, uma única prova da existência de Deus !"

O sábio religioso deu um passo à frente e se inclinou, dizendo: "os judeus, majestade !".

O famoso  filósofo Hegel declarou: "Minha filosofia  explica tudo, com exceção dos judeus". O fenômeno do povo judeu é muito difícil de explicar. porque ele ocupa um lugar único nos planos e propósitos de Deus. Seu destino milenar está predito na Bíblia com precisão divina: sua história e sua existência confirmam a fidelidade da profecia bíblica.

Durante a longa peregrinação pelo deserto, repetidamente houve confrontos com Israel e os inimigos que tentavam aniquilá-lo. Mas a cada novo confronto Deus colocava a Sua mão protetora sobre o povo de Israel.
Israel não pôde ser destruído  no passado porque  o Messias Jesus Cristo viria ao mundo através desse povo. Igualmente, nem hoje nem no futuro Israel será aniquilado porque o Senhor quer e vai voltar a Seu povo e à Sua terra de Israel.

Através do profeta Miquéias, Deus anunciou o lugar do nascimento de Jesus:

"E tu, Belém-Efrata , pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade" (Mq 5:2).
De fato, o Senhor Jesus nasceu em Belém 700 anos mais tarde.

Quem procura por uma prova da existência de Deus, que olhe para os judeus.



BIBLIOGRAFIA
LIETH, NORBERT
Por que justamente Israel ?
Actual Edições, 2009


ISRAEL: PROVA IRREFUTÁVEL

Há um sinal que Deus tem dado ao mundo inteiro por muitas gerações. Esse sinal é o território e o povo de Israel. Deus fala em estabelecer em "Israel a [Sua] glória" (Is 46:13)  e se refere a essa nação como aquela "por quem hei de ser glorificado" (Is 49:3). Co mo viria essa glorificação ? Só poderia ser por procedimentos específicos com Israel, observados pelo mundo, após ter profetizado precisamente o que iria acontecer (2 C  r  7:20).

A Bíblia declara que as profecias que apresenta a respeito de Israel oferecem a e vidência irrefut ável da existência de Deus e do fato de que Ele tem um propósito para a humanidade. A história não é apenasd coincidência. Ela está indo em direção a algum lugar. Há um plano. Há um plano.  A profecia revela o plano antecipadamente. E no coração desse plano, a profecia coloca Israel como o grande sinal de Deus para o mundo.

O cumprimento de centenas de profecias específicas  na história antiga e moderna do povo judeu é o grande sinal de Deus à humanidade - um sinal que ni nguém pode negar e do qual  não se pode duvidar

O fato de que Deus deu terra a Israel, tirou Israel da mesma e espalhou-o pelo mundo inteiro, e o trouxe de volta depois de  séculos constitui uma saga única nas crônicas históricas.

Aproximadamente 2.500 anos se passaram desde o cativeiro babilônico e mais 1900 anos desde a última Diáspora (dispersão), quando Jerusalém foi destruída pelos romanos em 70 d.C. Durante os séculos seguintes, os judeus errantes não tinham terra natal. Apesar disso, eles jamais foram foram absorvidos pelas nações por onde haviam sido espalhados. Este povo odiado, desprezado, e perseguido, que teve todas as razões para se miscigenar e perder sua identidade permaneceu como uma unidade étnica identificável. Isso em si é miraculoso. Deus cumpriu Sua promessa através dos Profetas de preservar Seu povo para trazê-lo de volta à sua terra  como Ele havia jurado que faria.










BIBLIOGRAFIA
QUANTO TEMPO NOS RESTA?
Provas convincentes da volta iminente de Cristo
Dave Hunt - Editora Chamada da Meia Noite , 1999

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O MESSIAS NA ÓTICA CRISTÃ

O  Judeu não precisa ler os Evangelhos para conhecer o Messias. Basta ler  a Bíblia Hebraica, de Bereshit (Gênesis) a Divrê Haiamin Bet (2 Crônicas).

O Deus de Abrão,  Isaac e Jacó exortou o povo hebreu a ouvir o Profeta, Jesus.

O Senhor teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis;  (Dt 18:15)  - Devarim
Aproximadamente 1000 anos antes do nascimento de Jesus já se falava nele, do seu sofrimento e da sua glória.
Porque o reino é do Senhor, e ele domina entre as nações.
Sl 22:28 - Salmos
Setecentos anos antes do seu aparecimento, o Profeta Isaías profetizou que Ele viria de uma linhagem real e ainda escreveu os nomes que caracterizariam especificamente a sua pessoa.
Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.  (Is 9:6) - Isaías
Há aproximadamente 520 anos antes, Zacharias profetizou como Ele entraria em Jerusalém e fez referências às trinta moedas, valor pelo qual seria traído.
Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e salvo, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.
(Zc 9:9) - Zacharias
O seu nascimento foi miraculoso. Nasceu de uma virgem e o óvulo fecundado não teve a participação do homem.
Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus.
E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus.
Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai;
E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus. (Lc 1:30-33, 35)

Era uma criança prodígio. Com 12 anos, discutia com os Doutores do Templo. Desde que nasceu é perseguido, o que perduraria toda a sua trajetória na terra. Despertava ódio e amor com a mesma intensidade: os poderosos, os religiosos e políticos o odiavam; os miseráveis, os pecadores e os necessitados o amavam.
Em seu primeiro milagre, transforma água em vinho em uma festa de casamento porque ele sempre transformava o ruim no melhor.
Quem cruzava com ele, não era mais o mesmo; sofria grande transformação. Ofereceu grande banquete para milhares de pessoas, extraído tão somente de 5 pães e 2 peixinhos.

E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si.
Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer.
Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.
E ele disse: Trazei-mos aqui.
E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão.
E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias.
E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças.
(Mt 14:15-21)

Ele perdoa pecados.

PRINCÍPIO do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus;
Como está escrito nos profetas: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti.
Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas.
Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados.
E toda a província da Judéia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. (Mc 1:1-5)

Um cego lhe diz: eu quero ver. Então vê !
Dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja.
E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou.
E logo viu, e seguia-o, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isto, dava louvores a Deus.
Lc 18:41-43)

Ele não faz acepção de pessoas. “Se queres, podes me limpar, diz o leproso. Quero. Sê limpo!
E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me.
E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.
E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo.
(Mc 1:40-42)

Ele ressuscita Lázaro após 4 dias de sua morte.
E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.
E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.
Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele.
Jo 11:43-45)

Porque eu lhes disse: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o meu salário e, se não, deixai-o. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata.
O Senhor, pois, disse-me: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles. E tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro, na casa do Senhor.
(Zc 11:12-13

PROFECIAS SOBRE JESUS NO VELHO TESTAMENTO

1) Que o Messias seria traído por 30 moedas de prata e que o suborno seria lançado no Templo e usado para comprar o capo de um oleiro para cemitério de forasteiros.

Porque eu lhes disse: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me o meu salário e, se não, deixai-o. E pesaram o meu salário, trinta moedas de prata.
O Senhor, pois, disse-me: Arroja isso ao oleiro, esse belo preço em que fui avaliado por eles. E tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei ao oleiro, na casa do Senhor. (Zc 11:12-13)

Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos,
Dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo.
E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar.
E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue.
E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros.
Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue.
Então se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram,
E deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que o Senhor determinou.
(Mt 27:3-10)

2) Que os soldados dividiriam suas roupas e apostariam por suas vestes.
Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sortes sobre a minha roupa.
(Sl 22:18)

3) Que aqueles que o crucificaram lhe dariam de beber vinagre misturado com fel para a sua sede.
Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre.
(Sl 69:21)

4) Que ao invés de quebrar suas pernas, como sempre faziam às vítimas de crucificação. Eles abriram o seu lado com uma lança.
Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra.
(Sl 34:20)

5) O próprio lugar e horário da vinda do Messias foi previsto. Seria BELÉM.

E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.
 (Mq 5:2)

6) E tinha que acontecer antes que o cetro partisse de Judá (por volta do ano 7 D.C, quando os Rabinos perderam o direito de executar a pena de morte, um direito que era vital à prática do judaísmo) ; enquanto o Templo estivesse de pé (o Templo estava funcionando durante a existência do Cristo na Terra mas, na mesma geração, no ano 70, Jerusalém e o Templo foram destruídos e, com eles, os registros genealógicos); enquanto os registros genealógicos estivessem disponíveis para provar a sua linhagem.
E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações.


Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.
(Is 7:14)

7) Israel rejeitou o seu Messias porque ele não trouxe a paz política que os judeus esperavam. 
Tragicamente aceitará o falso Messias (o anticristo), que chegará sem credenciais bíblicas mas que, aparentemente trará paz e permitirá a reconstrução do Templo. Uma paz forjada pela divisão da terra de Israel.
Israel foi despojado tendo que entregar suas terra, os chamados territórios autônomos: Hebrom, Nablus, Siquém, Belém, Jericó e a Faixa de Gaza, a Judéia e a Samaria. O Juízo divino alcançará aqueles que saquearam e despojaram o povo e a terra de Israel e, segundo o Profeta Joel (Jl 3:1-2), decidiram dividir a terra entre si.

PORQUE, eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que removerei o cativeiro de Judá e de Jerusalém,

Congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá (fora dos Muros de Jerusalém); e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações e repartiram a minha terra.
(Jl 3:1-2) - Joel

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A TERRA PERTENCE A ISRAEL

Deus não poderia ter sido mais claro ao dizer que os verdadeiros herdeiros seriam escravos numa terra estranha por 400 anos, antes de serem levados de volta à Terra Prometida.

Isso nunca aconteceu com os árabes. Na verdade, nessa época eles ainda não eram um povo identificável, mas viviam como nômades dispersos que só assumiram a sua identidade como povo séculos mais tarde - e não em Canaã mas na Península Arábica.

Havia duas razões para os filhos de Israel permanecerem 400 anos no Egito. Em primeiro lugar, durante esse tempo como escravos, eles não fizeram casamentos mistos com os egípcios a quem serviam - nem com qualquer outro não-judeu. Deste modo eles se tornaram uma etnia identificável que foi levada em massa para a Terra Prometida, e nós sabemos quem são eles hoje.

Os descendentes de ISMAEL, por outro lado, casaram-se com os descendentes de Midiã (filho de Abraão com sua segunda mulher, Quetura), de modo que o termo midianita era usado como sinônimo de ismaelita. Os ismaelitas também se misturaram com os edomitas (descendentes de Esaú), que se casaram com os heteus.

Os árabes eram um povo nômade que tinha a tendência de fazer casamentos mistos com as nações entre as quais vagavam e com quem tinham relações comerciais e, mais tarde, com as que
conquistaram.

Canaã ficou conhecida como terra de Israel, nome pelo qual é chamada trinta vezes na Bíblia. De Jerusalém seus reis governaram um vasto imério qaue se estendia desde o Sinai até o Eufrates. De fato, Israel foi o único Estado soberano unido que já existiu na região hoje chamada de "Palestina" . Portanto, por 300 anos antes de serem escravizados no Egito e por cerca de mil anos depois (num total de 1300 anos), os judeus habitaram em sua própria terra, a terra de Israel, antes que Jerusalém fosse destruída pelos babilônios.

É um insulto ao Deus de Israel e ao seu povo escolhido chamar a Terra Prometida de "Palestina".

A BATALHA POR HEBROM


Em 25 de fevereiro de 1994, um judeu americano transtornado, Dr. Baruch Goldstein, agindo por conta própria, entrou na mesquita Il Hibrahimi, em Hebrom, e disparou sua arma automática contra muçulmanos que faziam suas orações, matando vinte e nove pessoas e ferindo muitas outras. Foi um ato brutal que a mídia internacional estampou nas manchetes e repetiu à exaustão durante vários dias, apresentando-o como prova de que Israel é o agressor perverso que roubou o país dos palestinos e os maltrata continuamente com sua "ocupação". Goldstei n foi dominado e morto pelos sobreviventes.

De fato, ao contrário do terrorismo que Israel vem suportando há mais de sessenta anos - que obedece a um planejamento cuidadoso e se perpetua com o pleno conhecimento e a bênção do mundo árabe - aquele foi um ato isolado de um israelense, e foi condenado por Israel.

Seria justo perguntar, por exemplo, por que o assassinato de sessenta e um israelenses e a mutilação
de centenas de outros atingidos pelas explosões de dois ônibus em Jerusalém, dois meses antes, não foram citados para comparação. As manchetes e as inúmeras páginas de críticas publicadas no mundo inteiro puseram a culpa da ação de Goldstein em Israel, mas esqueceram de mencionar as centenas de atentados terroristas que Israel já sofreu.

Os noticiários do Ocidente - sempre tendenciosos - não mencionaram que, na noite anterior ao ataque, muçulmanos haviam ameaçado moradores judeus, colonos que moravam nas proximidades e devotos que estavam visitando o Túmulo dos Patriarcas. Naquela noite, durante as comemorações do Purim, enquanto vários judeus, inclusive Goldstein, estavam lendo o Rolo de Esther, muçulmanos que moravam na cidade interromperam a cerimônia aos gritos de "It-bak h al Yahud" (massacrem os judeus), um brado que se ouve constantemente em Hebrom. Embora não justifiquem a ação do Dr. Goldstein, um oficial médico das Forças de Defesa de Israel, esses fatos revelam a situação que ele estava vivenciando em Hebrom, onde já havia atendido muitas vítimas da violência muçulmana.

Apesar de acossados por invasores, os judeus estão em Hebrom há três mil anos. Os arabes só chegaram quando os muçulmanos invadiram a Palestina, no século VII d.C., e começaram imediatamente a brutalizar os habitantes judeus por não se converterem ao Islamismo. Os abusos vêm ocorrendo desde então, em maior ou menor grau, há mais de mil e trezentos anos.

Houve uma violenta perseguição em 1929, liderada pelo grão-mufti de Jerusalém, Haj Amin al-Husseini. Como resultado dessa violenta perseguição, Hebrom, que tinha sido habitada exclusivamente por judeus durante séculos, tornou-se, pela primeira vez na história, uma cidade só de árabes. Anos mais tarde, cautelosos e temerosos, alg uns judeus começaram a retornar para uma de suas mais sagradas cidades, onde estão enterrados seus Patriarcas. Ent ão veio a guerra de 1948 , quando Israel, aceitando a partilha estabelecida na Resolução 181 da ONU, dec larou sua independência e foi atacado pelos exércitos regulares de seis nações árabes. A Jordânia capturou a Margem Ocidental e, com ela, Hebrom. Isso foi mais um desastre para os moradores judeus que estavam tentando se reassentar em Hebrom. Todos foram expulsos sumariamente.